quarta-feira, 10 de junho de 2009


O que é aquilo que nos faz acordar de manhã com um baita sorriso no rosto e a certeza no peito de que o caminho percorrido até aqui é o melhor que poderíamos ter feito? Sabe quando você desperta, olha pros lados e tem certeza de que é isso mesmo? Daí vem uma felicidade, um quentinho danado e safado, que enche seu ego de esperteza de vida.

Essas são as pessoas que não esperam a vida passar, não correm atrás, correm junto. Pau a pau com o dia a dia. Pessoas 100% satisfeitas com sua rotina. Agora levante a mão, por favor. Olhe para os lados e veja quantas outras fizeram o mesmo. Poucas, não?

Ser 100% feliz só depende da gente, as escolhas que fazemos vão dar certo quando temos certeza do que desejamos. Porém, certas vezes optamos pela felicidade do outro, com o que nos escondemos e costuramos o sorriso do dia a dia. A certeza da opção correta está ali, parada ao lado da porta quando você chega em casa. A certeza do correto senta para comer com você à mesa. Mas tira o brilho do sol e abafa o quentinho safado do peito.

terça-feira, 9 de junho de 2009



"Se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí com um violão debaixo do braço..."


Tem hora que dá vontade de sumir! Desaparecer do cotidiano a fim de experimentar outros sabores, viver novas experiências, conhecer novos lugares, pessoas e culturas. Tem hora que dá vontade de colocar a mochila nas costas rumo à vida de verdade. É que nesse mundinho da rotina é mentira dizer que a gente vive de verdade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cricri, cromo?




A minha cunhada estava discutindo com a minha sogra, dizendo que naquele dia ela estava muito cricri. Eis que ela rebate nervosa: - “CRICRI, CROMO?”. Pronto, acabou a discussão e a risada foi geral.


Você já reparou como tem muita gente cricri por aí? Aquelas que mal deixam você terminar de falar e já te enchem com milhões de perguntas, a maioria sem fundamento. Gente cricri, aquelas pessoas que não dão chance para nenhum erro seu, gente implicante, gente que se apega aos detalhes, gente que às vezes você tem vontade de sacudir e gritar: deixa de ser cricri!

É “expressionante” (como diria a Carla Uyara)!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Fight!




Aprendizado de hoje no Yoga: Os pensamentos se transformam em palavras, estas em ações, que evoluem para os hábitos e, por conseguinte, ditam o nosso destino. Portanto, você é o que você pensa.

--------------------------------------------------------------------------------

Todos nós sabemos como começar uma briga, porém, alguém sabe como fazer para terminar? O que fazemos com a mágoa? Onde enfiamos aquilo que nos fez começar a discussão?

Tem gente que guarda o ressentimento dentro de si por anos a fio, eu não quero ser assim. Não gosto de guardar coisas ruins. Alguém me explica, por favor, como se faz para brigar e fazer as pazes na mesma hora.

É que para mim só as desculpas não servem, também é necessário o tempo. Nem que sejam algumas horas apenas.

Brigar não é bom para nenhuma relação, seja de amizade, de amor, de família, mas a briga também pode trazer bons retornos, porque ou detona tudo de vez ou faz o amor aumentar, em qualquer que seja o caso. É claro que existem as brigas bobocas, mas não é dessas que estou falando.

Nesse texto me refiro às brigas que fazem você chorar, se exaltar; aquela discussão que dá um aperto no peito, que aquece as coisas dentro da gente de uma maneira que não é bom. E aí, quando o estrago já foi feito, como faz pra consertar?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Que livro você é?

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.

Teste bacaninha indicado pela amiga e jornalista Vania Majka. Segue o link:
http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml

Meu resultado deu três: Doidas e Santas (Martha Medeiros), "Morte e Vida Severina"
(João Cabral de Melo Neto) e "Os donos do futuro", de Roberto Shinyashiki


"Doidas e santas", de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.


"Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto

Às vezes você tem uma séria vontade de estapear as pessoas, só para fazê-las acordarem e perceberem as injustiças deste mundo. Como podem viver em seus mundinhos banais, quando há quem passe fome e totalmente à margem de qualquer conforto ou assistência? Esta talvez seja a sua maior revolta. Por isso, você tenta fazer a sua parte. Talvez por meio de um trabalho voluntário, participando de movimentos populares ou somente se exaltando em rodas de amigos menos engajados. De qualquer maneira, você consegue de fato comover pessoas com seu discurso apaixonado e, ao mesmo tempo, baseado numa lógica de compaixão e igualdade que ninguém pode negar.
Essa missão é mais do que cumprida pelo belo "Morte e vida severina" (1966), poema dramático escrito pelo pernambucano Melo Neto que se tornou símbolo para uma geração em conflito com as consequências sociais geradas pelo capitalismo selvagem.



"Os donos do futuro", de Roberto Shinyashiki

Vencer: é isto que você quer da vida. Ganhar dinheiro suficiente para construir um bom patrimônio, formar uma família harmoniosa e feliz, criar filhos igualmente campeões. Alguém prático como você nem combinaria com um livro de ficção ou com as questões universais que podem ser levantadas pela boa literatura. Entusiasta de self-made people e admirador do estilo de vida norte-americano, você não tem medo de trabalho e procura traças metas para alcançar seus objetivos. Quando dá, procura ensinar outras pessoas a fazer o mesmo, como faz Shinyashiki nas nove lições de "Os donos do futuro" (2000) que aponta as principais características de líderes competentes.

domingo, 31 de maio de 2009

Do baú (Vida no Apê) - 2007



As meninas mudaram de apartamento, só agora sinto que saí do Apê das Gatas - o nome é bobo e pretensioso, mas foi lá onde moramos por quase três anos e onde aprendemos a conviver com pessoas diferentes, a aturar manias diferentes e até nos tornamos pessoas melhores e, claro, diferentes!

Achei uma coisinha que escrevi em 2007 sobre nossa casinha:

Vodoo; Dudu; dinheiro “pro” duende; fechar a porta do banheiro e a tampa do vaso por causa do Feng Shui; Floral de Bach; Terapias e terapeutas; Yoga; Meditação no quarto de portas trancadas à luz da lua ou na praia ao som do mar; Desvirar o chinelo senão a mãe morre; incensos; defumadores; bruxinhas na janela; pegar luz da lua azul; pensar positivo e fazer figa; acreditar em sonhos; beber e não esquecer de brindar pra não ter azar.
E assim as cinco mocinhas do apartamento da Rua São Manoel, em Botafogo, vivem. Usando a magia, o esoterismo, os deuses e os astros a seu favor.

---------------------------------------------------------------------------------

E para encerrar e ilustrar quanto aquele lugar era perfeito, mais uma das coisinhas que escrevi.

09- Março-2007
Baile de máscaras no Apê das Gatas. Não teve uma que não se vestiu a rigor, nem umazinha fugiu da energia perfeita que rolava na sala, na cozinha e até no banheiro houve quem tenha feito festinha... mas isso é outra história...

Os amigos beberam caipirinha achando que era suquinho, né Toddy? Carla achou que a cobertura do bolo era tinta e não teve um que não tenha ficado lambuzado de marshmallow da cabeça aos pés.

Lá pelas tantas, Barão Vermelho no último volume, a síndica liga dizendo que não consegue dormir, mas quem disse que isso era problema de alguém daquela festa? Segundo o Trypa, amigo da mineira, nem ele, nem ninguém, tinha nada a ver com isso, estavam todos ótimos!

Não satisfeitos, dançaram “Secos e Molhados” no meio da sala; as meninas, que a essa altura não sabiam nem quem eram, fizeram uma coreografia de deixar o queixo da plateia caído. Teve até gente indo embora, a desculpa era assim: “Na boa, não tô entendendo mais nada dessa festa. Ver a Carla dançando Ney Matogrosso foi o suficiente”. Quem disse? Roda pra cá, roda pra lá, e no fim das contas tinha gente dormindo, vomitando, correndo com marshmallow na mão e esfregando na cara de alguém, né, Carol?

Festa perfeita, energia mais-que-perfeita, segunda festa comemorativa do niver da Mineira.

No café-da-manhã, que na verdade foi às duas da tarde e não tinha pão, nem leite, e sim macarrão com salsicha, o assunto era um só: a próxima festinha, que já tem dia e tema escolhidos: 25 de maio, niver da Raï, motivo anos 60. Bailar, yo quiero bailar lalalalalalala bailar,

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aniversário - 24 anos


Meu aniversário foi segunda-feira, dia 25. Completei 24 anos muito bem comemorados.

Acordei cedo para a prática de yoga, depois tomei um delicioso café da manhã enquanto assistia “Mad about you”; fui ao banco desbloquear meu primeiro cartão de crédito – espero que eu tenha sabedoria para usá-lo – e fui trabalhar. À tarde o pessoal que trabalha comigo entrou na sala com uma bandeja colorida e uma tortinha de kiwi com uma vela em cima, presente e “parabéns pra você”. Levei um susto delicioso!

À tarde soube que o Lulu, um amigo fofésimo, mandou um bolo gigantesco pra minha casa, porque a comemoração de fato seria à noite, no Botequim Informal Garrafeiro, no Jardim Botânico. Passei a tarde toda com medo de não aparecer ninguém, afinal, aniversário é termômetro de popularidade. E como eu vivo à espreita de que alguma coisa ruim ou alguma doença vai me pegar de surpresa, confesso que tive medo MESMO de não ir ninguém.

Exageros à parte, TODAS as pessoas que eu gostaria que estivessem lá de fato estavam. Foi o máximo meu aniversário com todas aquelas pessoas queridas por perto.

A vida vale mesmo à pena quando se tem amigos, gente interessante, inteligente, carinhosa, e tão singular, tão peculiar... Eu fico admirada todos os dias com essas pessoas que fazem parte do meu círculo. Parece que fumei maconha e estou aqui viajando, né? Mas não, não fumo nada, é que essas pessoas são especiais pra caramba! É gente mais do que legal!

Enfim, a festa foi um sucesso, o bolo estava uma delícia, rimos muito, falamos pelos cotovelos, e teve quem arranjasse paquera, contato profissional, festas e peças para ir...

Começou esta semana uma nova etapa, minha agenda já está cheia de novas expectativas e desejos para os próximos anos, até porque até agora está tudo indo muito bem, obrigada!